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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MULHER QUE LÊ.

   

*Um casal sai de férias para um hotel-fazenda... *
*O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler. *
*Numa manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca. *
*Apesar de não conhecer bem a lagoa, a mulher decide pegar o barco do marido
e ler no lago. *
*Ela navega um pouco, ancora e continua lendo seu livro. *
*Chega um tenente da guarda ambiental do parque em seu barco, para ao lado
da mulher e fala: *
*- Bom dia, madame. O que está fazendo? *
*- Lendo um livro, responde. (Pensando: será que não é óbvio?) *
*- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida - informa.
*
*- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo. *
*- Sim, mas a senhora tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a
senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente terei
de multá-la e processá-la. *
*- Se o senhor fizer isso terei que acusá-lo de assédio sexual. *
*- Mas eu nem sequer a toquei! - d**iz o tenente da guarda ambiental. *
*- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode
começar a qualquer momento! *
*- Tenha um bom dia, madame - diz ele e vai embora.*

*Moral da história: *
*Nunca discuta com uma mulher que lê, pois, certamente, ela pensa!*

                                                        

domingo, 1 de julho de 2012

Verdade verdade



Para viver a dois, antes é necessário ser um.
                      Fernando Pessoa




quarta-feira, 13 de julho de 2011

PERMITA-SE SER IMPERTFEITA


 
 
      'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como mãe, filha e mulher que também sou: batalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
 
      E, entre uma coisa e outra, leio livros.
 
      Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
 
      Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
 
      Primeiro: a dizer NÃO.
 
      Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
 
      Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
 
      Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
 
      Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
 
      Você não é Nossa Senhora.
 
      Você é, humildemente, uma mulher.
 
      E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
 
      Tempo para fazer nada.
 
      Tempo para fazer tudo.
 
      Tempo para dançar sozinha na sala.
 
      Tempo para bisbilhotar uma loja de cds.
 
      Tempo para sumir dois dias com seu amor.
 
      Três dias..
 
      Cinco dias!
 
      Tempo para uma massagem..
 
      Tempo para ver a novela.
 
      Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
 
      Tempo para fazer um trabalho voluntário.
 
      Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
 
      Tempo para conhecer outras pessoas.
 
      Voltar a estudar. 
 
      Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
 
      Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
 
      Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
 
      Existir, a que será que se destina?
 
      Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
 
      A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
 
      Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

      Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
 
      Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
      Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

      Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
   
   E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante' 
 
      Martha Medeiros - Jornalista e escritora
 
      (Texto na Revista do Jornal O Globo)